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28/09/2020 09h37

Privatização da Eletrobras:”Uma coisa que vai acontecer é o aumento da tarifa”, diz especialista

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e uma das grandes referências sobre a questão energética no Brasil, Luiz Pinguelli alerta que, caso o objetivo do Governo Federal em torno da privatização da Eletrobras se concretize, os consumidores sentirão os efeitos da medida no bolso.

“Uma coisa que vai acontecer, fatalmente, vai ser o aumento da tarifa”, disse em um debate virtual promovido pela campanha “Energia Não é Mercadoria”.

O argumento de Pinguelli é de comparação histórica. Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, partes da Eletrobras foram entregues à iniciativa privada com a promessa de que os usuários atendidos pelas partes vendidas veriam os preços cair. O oposto ocorreu: “Se acompanhar a série histórica, houve aumento”, atestou.

Pinguelli ainda lembrou que – como a maior parte da energia produzida no Brasil vem de hidrelétricas, tendo alto impacto nos locais onde operam – “é preciso ter um senso de responsabilidade em sua gestão”. De outro lado, o físico ainda lembrou que a privatização pode ser um obstáculo para tornar a produção de energia no Brasil mais sustentável.

“Uma empresa de responsabilidade estatal tem mais condições de promover a transição energética de acordo com o interesse social do que grupos privados”, defendeu. “O objetivo de uma empresa privada não é o mesmo de uma estatal com certo caráter público: grande participação na geração e distribuição elétrica”.

Em sua visão, não há fundamento técnico para a privatização da estatal. “No fundo é questão ideológica. O grande inimigo do Brasil é Paulo Guedes, Bolsonaro faz o papel de palhaço que anima a plateia enquanto o trapezista não chega”, apontou de forma contundente.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) também participou do debate. Em relação à visão econômica do governo levantada por Pinguelli, indicou que a posição da equipe econômica contradiz a maior parte das experiências internacionais.

“Ela não é somente péssima para a Eletrobras, é péssima para o país. Países que têm sua matriz energética baseada em hidrelétricas, como o Brasil, jamais privatizaram suas empresas de energia. Inclusive os EUA, que são referência pelo Paulo Guedes.

Ademar Arrais, da Associação dos Advogados do Grupo Eletrobras, criticou no debate outro dos argumentos favoráveis à privatização: a de que a qualidade dos serviços seria mantida e que não faltaria coordenação estatal através da implementação de agências reguladoras e ressaltou que a posição pela manutenção do caráter estatal da companhia não atende apenas aos interesses de seus próprios empregados.

“Estamos lutando pela vida cotidiana do brasileiro. Basta observar as experiências de privatização que foram realizadas. O poder regulatório funciona como no Brasil? Os entes privados capturam a todo tempo, selecionando pessoas para as agências que servem ao interesse privado, não público”, afirmou.

Via https://recontaai.com.br/

 


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