Diga NÃO à privatização do setor elétrico

28/11/2017 10h38

Oposição lança frente contra a privatização da Eletrobras

Uma das principais dores de cabeça do governo, no que tange ao pacote de privatização de ativos estatais, sem dúvida é a Eletrobrás. Desde quando houve a cogitação da venda da companhia, diversos parlamentares foram à tribuna e se declararam contrários ao negócio.

Na Câmara dos Deputados, um dos principais opositores da privatização da Eletrobrás é o vice-líder da minoria, Henrique Fontana, PT-RS. O gaúcho, entretanto, foi além da exposição aos microfones, ele lançará na quarta-feira, 29 a Frente Parlamentar em Defesa da Eletrobrás e do Setor Elétrico.

O congressista entende que é necessário manter o controle estatal sobre a geração da energia elétrica para garantir a independência energética e o desenvolvimento. Ele lembra que países como Estados Unidos possuem este controle. Por lá, destaca, apenas 23% das usinas são privadas e todas de pequeno porte. Fontana avalia que o país perderá soberania se o sistema Eletrobrás foi desativado.

“Quem decide, por exemplo, o controle e a forma como evolui o valor das tarifas, a tarifa social ou as tarifas subsidiadas para atender a determinadas regiões do país? E se estas empresas não são lucrativas, por que há tantas empresas privadas interessadas em comprá-las? Em muitos casos, inclusive, empresas estatais e outros países!”, diz.

A líder do PCdoB na Câmara, deputada baiana Alice Portugal, acredita que a venda da Eletrobrás representa um sério risco para o Brasil. “É um absurdo. É uma quebra de princípios básicos da soberania. Nenhum país soberano abre mão das empresas geradoras, distribuidoras de energia. É um crime contra a soberania e contra os interesses do desenvolvimento da nação”.

A privatização da Eletrobras faz parte do pacote de mais de 50 empresas estatais que o governo optou por colocar à disposição do setor privado. Além da empresa energética, estão no radar também aeroportos, lotes de linhas de transmissão e terminais portuários. A expectativa do Planalto é arrecadar com estas vendas cerca de R$ 44 bilhões ao longo da vigência destes contratos.

Fonte: A Tarde

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