O governo quer privatizar a Eletrobras e todas as empresas públicas que compõem o sistema elétrico nacional.
O que você acha disso?

SOU CONTRA a entrega do patrimônio brasileiro por meio da privatização.

 

SOU A FAVOR da privatização e dos consequentes aumentos na tarifa de energia.

Obrigado!
Seu voto foi armazenado com sucesso.


VER RESULTADO PARCIAL

Resultado Parcial

0

SOU CONTRA a entrega do patrimônio brasileiro por meio da privatização.

 
0

SOU A FAVOR da privatização e dos consequentes aumentos na tarifa de energia.

VOTAR NOVAMENTE
24/08/2020 04h16

Eletrobras: comunicado ao mercado e à B3, CVM e SEC referente à movimentação atípica de ações

A B3 – Brasil Bolsa Balcão, novamente, por meio do Ofício 614/2020-SLS, de 21/08/2020, solicitou esclarecimentos a Sra. Elvira Cavalcanti Presta – Diretora Financeira e de Relações com os Investidores sobre as movimentações atípicas de ações da Eletrobras, dando prazo de resposta até 24/08/2020.

Na noite de 21/08/2020, a Eletrobras emitiu o seguinte Comunicado ao Mercado:

“Em atenção ao Ofício acima mencionado, esclarecemos que as ações da Eletrobras vêm sofrendo  oscilações em decorrência de notícias que são divulgadas na mídia, não necessariamente relacionadas  diretamente à Companhia, mas que alteram a perspectiva do mercado em relação à aceitabilidade pelo Congresso Nacional do projeto de lei número 5.877, que traz o modelo proposto pelo Governo Federal  para o processo de privatização do Sistema Eletrobras.

A esse respeito, no dia 11 de agosto de 2020, foi noticiada a saída do então Secretário de Privatizações,  Salim Mattar, do Ministério da Economia, além de rumores sobre a possível saída de outros integrantes  do referido Ministério, o que poderia, na visão do mercado, dificultar o processo de privatização e, por  consequência, houve a queda do valor das ações. No dia 18 de agosto de 2020, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou não haver consenso para privatizar a Eletrobras em 2020. No dia de hoje, a imprensa divulgou a manutenção, pela Câmara dos Deputados, do veto presidencial ao reajuste de servidores públicos até 2021, o que provavelmente, segundo a imprensa especializada, reforçou a confiança do mercado de que o Governo Federal teria apoio do Congresso Nacional para  aprovar o projeto de privatização, além de outras declarações por parte de agentes políticos. 

Como se percebe, os eventos acima não são controláveis pela Eletrobras e não estão diretamente relacionados a assuntos da Companhia, mas sim a uma avaliação macroeconômica e política feita pelos investidores que acaba refletindo nas suas decisões de investir.”

A Diretora Financeira e de Relações com os Investidores deixou de informar à B3 – Brasil Bolsa Balcão que a Eletrobras possui um presidente que quando recebe sinais do governo ou do congresso sobre as dificuldades para a privatização da Eletrobras, ele se apressa para dar entrevistas e fazer lives para prometer a venda da Companhia e às vezes faz isso em dobradinha com atores do MME e do Ministério da Economia.

 A dinâmica perversa é a seguinte:

1º Ato: Sai a notícia que Salim Mattar pediu para sair e o processo de privatização corre risco, no dia seguinte as ações CAEM fortemente.

2º. Ato: Wilson Pinto Júnior afirma que a saída de Mattar não prejudica privatização da Eletrobras e reforça o projeto de privatização, aí as ações voltam a SUBIR (veja matéria aqui);

3º. Ato: Em dobradinha, o MME e a Eletrobras repercutem a inclusão de R$ 4 bilhões no orçamento para criar Estatal para viabilizar privatização – agora as ações SOBEM fortemente (veja matéria aqui);

4º. Ato: Animado, o Sr. Wilson Pinto Junior reaparece em live vendendo a falácia que a Eletrobras está sem capacidade de investimento para justificar o processo de privatização – aí, novamente as ações SOBEM;

5º. Ato: Em entrevista, o presidente da Câmara dos Deputados fala sobre as dificuldades que o projeto de lei número 5.877/19 enfrenta no Congresso Nacional. Acha difícil que alguém vote privatização esse ano. – diante do quadro as ações CAEM novamente (veja matéria aqui).

6º. Ato: Podem esperar movimentações articuladas de Wilson Pinto Júnior, MME e Ministério da Economia com novas notícias falaciosas em prol da privatização – o que provocará novas altas nas ações e injetará energia na gangorra que beneficiará investidores minoritários graúdos e com acesso a informações privilegiadas (os Fundos Abutres que hoje detém prerrogativa da indicação da maioria da Diretoria Executiva e dos Conselhos de Administração e Fiscal da companhia), em desfavor de uma grande quantidade de pequenos investidores, que de boa fé aplicam suas economias no mercado de capitais.

Do alto de sua obsessão pela privatização da Eletrobras, recentemente Wilson Pinto Júnior participou de uma live com analistas de mercado (veja aqui) e nela fez uma apresentação repleta de falácias que dissecaremos à bem da verdade e conhecimento por parte dos pequenos investidores, já que os grandes são bem informados e com assentos privilegiados na alta administração da Empresa, no MME e no Ministério da Economia.

Fora os ofícios anteriores, já são dois ofícios recentes da B3 – Brasil Bolsa Balcão questionando oscilações atípicas nas ações da Eletrobras – evidência da necessidade de investigações por parte da CVM, MPF e da Securities and Exchange Commission (comissão de valores mobiliários)

As Entidades de Representação dos trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras há muito tempo vêm denunciando essa prática especulativa e golpista que atenta contra a economia popular. Desde 2016, com a chegada do Sr. Wilson Pinto Junior, esse modelo padrão fortemente especulativo vem se desenrolando.

Entretanto, os órgãos e instituições que deveriam inibir esse tipo de ação não têm tomado às providências necessárias. A única coisa que vemos é esse tipo de “teatro” com a B3 enviando ofício, a Eletrobras respondendo, mas sem consequências aos agentes especuladores. Já virou até mesmo um “cópia e cola”!

Cabe lembrar que essa falta de ação concreta prejudica a confiança da população nas instituições B3 e CVM e Ministério Público Federal. Ademais, a Eletrobras corre sério risco de sofrer ações bilionárias por parte de pequenos investidores, abrindo ações coletivas no Brasil e nos Estados Unidos, cobrando prejuízos pela manipulação escancarada do preço das ações, envolvendo autoridades e a administração da empresa, que insistem em tratar a privatização (atualmente é ilegal) da empresa como certa, utilizando-se de premissas falsas.

Reprodução da Associação dos Empegados da Eletrobras


Notícias

Ver mais

DIVULGUE ESSA CAUSA!